Finanças
Investir em studio em Goiânia: quanto rende de verdade?
Diária de R$ 170 a R$ 210 e rentabilidade média de 12% ao ano no short stay. A conta completa, com os custos que quase ninguém soma, e quando o negócio não fecha.

Dados de agosto de 2026.
O aluguel por temporada em Goiânia trabalha hoje com diária média entre R$ 170 e R$ 210 para imóveis de cerca de 30 m², e a cidade aparece com rentabilidade média em torno de 12% ao ano nesse mercado. É o dobro do que costuma render um aluguel residencial comum.
Só que esse número é bruto, e é aí que muita conta desanda. Quem investe em compacto para renda precisa fazer a conta inteira antes de assinar.
Por que Goiânia sustenta esse mercado
Short stay só funciona onde há fluxo constante de gente que fica poucos dias. Goiânia tem quatro fontes disso ao mesmo tempo: o turismo médico, que traz paciente e acompanhante por semanas; os eventos e congressos; o agronegócio, que move executivos o ano inteiro; e o polo universitário.
Cidade que depende de uma fonte só tem alta temporada e deserto. Goiânia tem procura distribuída, e é isso que segura a taxa de ocupação.
A conta que você precisa fazer
Comece pela receita: diária × dias ocupados no mês. Com 60% de ocupação, um mês tem cerca de 18 diárias. A R$ 190, dá R$ 3.420 de receita bruta.
Agora subtraia, com os seus números:
- Comissão da plataforma, que costuma ficar entre 12% e 18% da receita
- Limpeza e enxoval, cobrados por estadia, não por mês
- Taxa de condomínio e IPTU, que no short stay são do proprietário, sempre
- Água, energia, gás e internet, que no aluguel comum seriam do inquilino
- Gestão, se você não for administrar pessoalmente
- Reposição: mobília, eletrodoméstico e enxoval se desgastam rápido com troca de hóspede
O que sobra é a sua renda real. Divida pelo valor investido, incluindo a mobília, e você tem o rendimento de verdade. Só esse número serve para comparar com aluguel tradicional ou com renda fixa.
A valorização, que é a outra metade
Renda mensal é só parte do retorno. Em Goiânia, os compactos e o altíssimo padrão foram os dois segmentos com maior valorização recente, e pelo mesmo motivo: pouca oferta para muita procura.
Enquanto o estoque de imóvel novo continuar caindo, essa pressão continua. É o tipo de ganho que não aparece no extrato todo mês, mas aparece na revenda.
Quando o negócio não fecha
Três situações derrubam a conta, e vale conferir todas antes de comprar.
A primeira é a convenção do condomínio proibir locação por temporada. Sem isso resolvido, não existe negócio.
A segunda é a localização. Short stay vive de estar perto do hospital, do centro de eventos, da faculdade ou do escritório. Um studio bonito longe de tudo tem ocupação baixa, e ocupação baixa quebra a conta.
A terceira é a escala. Um imóvel só dá trabalho de gente e retorno de hobby. A operação começa a compensar de verdade quando você tem mais de um, ou quando contrata quem administre.
Perguntas frequentes
Qual a ocupação média que devo considerar na conta?
Trabalhe com cenários. Faça a conta com 50%, com 60% e com 70%, e veja se o negócio sobrevive ao pior deles. Se só fecha no melhor cenário, não fecha.
Vale mais studio ou apartamento de dois quartos?
Para renda por temporada, o compacto costuma ter a melhor relação entre valor investido, liquidez e rentabilidade. Dois quartos rende mais por diária e custa muito mais para comprar.
Preciso mobiliar tudo?
Precisa, e o custo é real: num imóvel de 30 m², mobiliar pode representar uma parcela relevante do investimento. Coloque isso no valor investido, senão o rendimento sai inflado.
Short stay paga imposto diferente?
A renda entra na declaração como qualquer aluguel. Vale conversar com contador antes, porque o volume de recibos muda o jeito de declarar.
O cálculo muda conforme a metragem e o bairro, então vale olhar os apartamentos à venda em Goiânia antes de fechar a conta.
Quer avaliar um imóvel para renda? Fale com a QMIX Imóveis no WhatsApp.
Imagem: EBM, divulgação. Imagem de projeto.