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Condomínio sustentável em Goiânia: vale pagar mais?


Energia solar, reuso de água e certificação verde saíram do discurso e entraram no boleto do condomínio. Veja o que conferir antes de pagar mais por isso.

Por QMIX Imóveis

Fachada de prédio residencial com jardineiras verdes em Goiânia

Sustentabilidade em prédio residencial deixou de ser argumento de folder e virou linha no boleto. Um edifício que gera parte da própria energia e reaproveita água entrega ao morador uma conta menor todo mês, e é por aí que a conversa interessa a quem compra.

Goiânia já tem o primeiro empreendimento residencial em processo de certificação GBC Brasil Condomínio no nível Platina, o mais alto da escala, com geração de energia renovável e reuso de água no projeto.

O que a certificação mede

A certificação GBC Casa e Condomínio avalia quatro frentes: eficiência energética, gestão da água, qualidade do ambiente interno e redução de impacto na obra. Não é selo de fachada. Cada item é auditado por terceiro, com evidência.

Na prática, o que aparece no projeto costuma ser placa solar nas áreas comuns, captação de água de chuva, tratamento de águas cinzas para descarga e irrigação, iluminação de LED com sensor e esquadria que reduz o uso de ar-condicionado.

Onde isso pesa no bolso

A conta que muda primeiro é a da área comum, que é rateada entre todos os moradores. Elevador, bomba, iluminação de garagem e irrigação do jardim consomem o ano inteiro. Prédios comerciais em Goiânia que adotaram energia solar chegaram a atender um quarto do consumo com geração própria, e é a mesma lógica que se aplica ao residencial.

A segunda conta é a da água. Descarga e irrigação com água de reuso saem do consumo de água potável, que é a parte cara da tarifa.

O que perguntar antes de pagar mais por isso

  1. O empreendimento é certificado, está em processo de certificação, ou só usa a palavra sustentável no material de venda?
  2. A geração de energia atende só a área comum ou também a unidade?
  3. Existe medição individual de água e de gás?
  4. Quem faz a manutenção dos equipamentos, e ela já está prevista na taxa?
  5. Qual é a taxa de condomínio praticada hoje, e como ela se compara com a de um prédio parecido sem esses sistemas?

A última pergunta é a que resolve. Sistema sustentável tem custo de manutenção, e um prédio mal dimensionado pode acabar com taxa maior, não menor.

Perguntas frequentes

Prédio sustentável é sempre mais caro?

O preço de venda costuma ser um pouco maior, porque o custo de obra é maior. A conta fecha no uso, ao longo dos anos, e não na escritura.

A certificação valoriza o imóvel na revenda?

Tende a valorizar, e por dois motivos: a taxa de condomínio menor é argumento de venda, e o número de prédios certificados ainda é pequeno, o que torna o produto escasso.

Dá para instalar energia solar depois, num prédio comum?

Dá, com aprovação em assembleia. O que não dá para instalar depois é reuso de água, que exige tubulação separada desde a obra.

Se a ideia é comparar estrutura antes de decidir, o guia dos condomínios fechados de Goiânia mostra o que costuma variar de um para outro.

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Imagem: Sousa Andrade Construtora, divulgação.